TROMBOSE VENOSA PROFUNDA

Muito temida pela maioria das pessoas, a trombose venosa profunda (TVP) trata-se da formação de um trombo (coágulo de sangue) no interior de uma veia do sistema venoso profundo. Ela pode ocorrer no pescoço, nos membros superiores, na pelve e nos membros inferiores. 


Pode acometer tanto homens quanto mulheres, em qualquer idade. 
A TVP pode ter uma causa primária (por exemplo, predisposição genética) ou secundária (câncer, acidentes, cirurgias, gestação, etc), conhecida ou desconhecida (idiopática). 
As causas mais conhecidas para o desenvolvimento da TVP são:

  • * uso de anticoncepcional, especialmente quando associado ao tabagismo;
  • * cirurgias;
  • * viagens longas (acima de 2 horas);
  • * imobilização de membro por fratura;
  • * câncer;
  • * imobilidade (pessoas acamadas ou cadeirantes);
  • * predisposição genética (trombofilia);
  • * gestação;
  • * flebites (inflamação de varizes superficiais).

Em geral, a TVP cursa com edema (inchaço) e dor no segmento acometido, sendo mais frequente nos membros inferiores.


Em alguns casos, especialmente nos primeiros dias de evolução da doença, o trombo pode se desprender da veia e migrar para o pulmão ocasionado a chamada EMBOLIA PULMONAR. A embolia pulmonar cursa com falta de ar repentina, dor no peito e/ou nas costas e tosse. Pode variar de um quadro leve até muito grave, podendo levar à óbito. Por esse motivo, é muito importante que a TVP seja reconhecida e tratada o mais rápido possível. 

O diagnóstico da TVP é clínico, com base na história e no exame físico  e a confirmação é feita por exame de imagem (ultrassom doppler venoso). 

O tratamento é feito com medicação e terapias de compressão elástica do membro acometido. Pode  ser realizado em casa  ou no hospital, dependendo da gravidade do quadro. 
Em geral, o tratamento varia de 3 a 6 meses, podendo se estender nos casos mais graves ou até mesmo se manter por toda a vida, quando se identifica um fator ou causa permanente (não-modificável) como determinante da TVP. 


Após o tratamento, é possível a recuperação completa, quando não há mais dor ou inchaço no membro acometido ou parcial (síndrome pós-trombótica) quando persistem dor e inchaço, podendo ocorrer a formação de manchas e até de feridas. 
O paciente que já teve TVP deve manter acompanhamento regular com o cirurgião vascular a fim de evitar complicações e de previnir um novo episódio da doença. 
CUIDE DA SUA SAÚDE, PREVINA-SE.